
Este é o ambiente de acesso à ÁREA DE ESTUDOS
do nosso Curso Digital Intensivo Enem 2025
Este é o ambiente de acesso à ÁREA DE ESTUDOS do nosso Curso Digital Intensivo Enem 2025
Exigida a utilização de uma credencial válida
Agora, além das aulas pela TV, você pode estudar com mais recursos
através do Curso Intensivo multiplataforma, contendo amplo material para a preparação
para o Enem.
O acesso a esse conteúdo digital é feito através dos convênios que a TV ESCOLA realiza junto
aos municípios, secretarias de educação, organizações sociais, igrejas, comunidades, empresas
ou mesmo em ações que visem colaborar com a formação dos estudantes que pretendem realizar o
ENEM neste ano de 2025.
Informe-se na sua região, cidade ou bairro como aderir ao Projeto e para obter este material
digital exclusivo.
Para aderir ao Projeto, clique aqui.
O Curso Intensivo possui uma programação modular que pode ser adotada por escolas públicas,
turmas comunitárias, grupos de estudo e até para o autoestudo. Sua dinâmica busca destacar os
assuntos principais abordados no Exame Nacional e o material foi concebido para servir de
reforço e revisão nos estudos, sempre focado na preparação para as provas do ENEM e utilizando
o acervo de questões aplicadas nos últimos 10 anos e tendo como referência as Habilidades
cobradas nas provas.
O conteúdo das videoaulas e dos materiais de apoio associado a cada aula
pertence ao Curso QG do Enem que é um dos mais conceituados do pais e voltado para o ensino
online. Além disso, o Projeto oferece inúmeras outras ferramentas de apoio, como Testes
Vocacionais, dicas e minissimulados online, sem contar as aulas temáticas e outros serviços
exibidos pela TV Escola nas edições diárias do programa “Hora do Enem”.
Ao aderir ao Projeto, o estudante vai ter acesso a uma moderníssima plataforma com avançados recursos, conteúdo selecionado, guia para auxiliar nos estudos, orientação e vários atrativos.
160 Videoaulas específicas | Dicas e Informações |
---|---|
Resumo e exercícios das aulas | “Enem Intensivo” – e-book 1 |
Minissimulados Online | “Provas do Enem 2010 - 2024” – e-book 2 |
Banco de Questões do Enem | Dois Simulados digitais |
Testes Vocacionais | Programas diários na TV Escola |
Para colaborar e fortalecer com os estudos dos alunos participantes, o Projeto também disponibiliza dois e-books especiais para download gratuito através do aplicativo “Livro Digital”, permitindo que o estudante possa incorporar no seu celular ou tablet o elogiado livro “INTENSIVO ENEM – Estude através das 120 Habilidades cobradas no Enem” e, ainda, dois volumes extras contendo a coletânea que reúne as Provas do Enem entre 2010 e 2024.
Independente das aulas temáticas transmitidas diariamente pela TV ESCOLA,
o Curso Intensivo “Hora do Enem” oferece videoaulas específicas apresentadas pela equipe do
QG do Enem englobando toda a programação. São aulas mais detalhadas e ministradas por professores
com larga vivência na preparação para os exames, utilizando uma linguagem mais dirigida à aprendizagem
tradicional em sala de aula, o que facilita a assimilação e o aprofundamento dos estudos.
Cada tópico inclui um material contendo resumo e exercícios de fixação, possibilitando o
acompanhamento mais ordenado e sistemático do programa adotado pelo Enem, buscando proporcionar
uma preparação mais abrangente para as provas e bastante adequada ao “ensino híbrido” que os tempos
atuais exigem.
O grave momento que o país atravessa e a situação emergencial em vários setores
em decorrência da Pandemia, trazem imensas repercussões na sociedade brasileira
e atingem de maneira dramática o segmento da Educação e a nossa juventude.
A área escolar é uma das mais prejudicadas, persistindo a Pandemia e seus efeitos
por mais alguns longos meses, havendo a necessidade urgente de se oferecerem
soluções concretas para dar andamento aos estudos e ações efetivas em prol dos
estudantes brasileiros.
O distanciamento e a suspensão das atividades presenciais, fez emergir o “ensino híbrido”
com a utilização de ferramentas e recursos de apoio à aprendizagem, imprescindíveis à
formação dos jovens neste momento delicado em que precisamos incentivar a retomada dos
estudos e viabilizar a preparação desses milhares de alunos.
No centro das atenções, o Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, que é a ponte para o
Ensino Superior, grande impulsionador de oportunidades e vital para o desenvolvimento do país,
que se depara com as notórias limitações e imensas dificuldades na preparação dos estudantes.
Neste cenário, a TV ESCOLA e o seu premiado “HORA DO ENEM” ampliam seus objetivos
e passam a oferecer de forma integrada uma plataforma de ensino com os mais avançados
recursos, proporcionando um CURSO DE APOIO E REFORÇO voltado para o ENEM 2025.
Concebido para facilitar a aprendizagem e estimular os estudos daqueles que não conseguem
manter suas atividades escolares regulares, reúne conteúdos e amplo material dirigido à revisão,
num esquema de preparação intensiva, distribuído em módulos e formatado com criatividade.
Uma equipe de excelência e parceiros experientes vão agregar aos programas diários exibidos
diariamente na TV ESCOLA uma completa plataforma multidisciplinar, apresentando centenas de
videoaulas, testes online, resumos, questões do Enem, e-books, apostilas impressas, dicas, etc.
Tecnologia e recursos que podem ser facilmente acessáveis pelo computador ou App na palma
da mão através do celular, para ajudar os estudantes e professores (ou facilitadores) a trabalharem
com foco no ENEM, direcionando os estudos e recuperando as perdas com a interrupção das aulas.
O Projeto está disponível para Secretarias de Educação, Organizações Sociais e Filantrópicas, Empresas,
Turmas Comunitárias e para uso por pequenos grupos que poderão ter acesso a este material. O curso foi concebido
para o autoestudo, suporte na preparação regular nas escolas ou para utilização como reforço complementar.
Para aderir ao Projeto, clique aqui.
Após o impacto negativo causado pela pandemia de covid-19 a partir de 2020, o acesso à educação para os grupos de idade mais novos voltou a crescer em 2023. A frequência escolar para crianças de 0 a 3 anos de idade passou de 36,0% para 38,7% entre 2022 e 2023; e para 4 a 5 anos de idade, de 91,5% para 92,9%. No entanto, entre 2022 e 2023, aumentou o percentual de crianças com até 5 anos de idade que não frequentavam escola por opção dos pais ou responsáveis, passando de 57,1% para 60,7% na faixa etária de 0 a 3 anos, e de 39,8% para 47,4% na de 4 a 5 anos.
Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2024, divulgada pelo IBGE. Leia também as notícias sobre pobreza e novos recortes geográficos.
O estudo mostra um quadro diferente do que foi visto de 2019 a 2022, quando o único grupo etário que manteve trajetória de crescimento da frequência escolar foi o de 15 a 17 anos, passando de 89,0% para 92,2%.
“Os resultados da educação indicam que o retrocesso causado pela pandemia de COVID-19 na garantia de acesso à escola foi revertido em 2023, mais de três anos depois dos primeiros casos da doença no Brasil”, destaca Bruno Perez, analista da SIS.
Em 2023, crianças na faixa etária de 6 a 14 anos mantiveram a frequência escolar próxima da universalização (99,4%) e, nos grupos de idade de 15 a 17 anos (91,9%) e de 18 a 24 anos (30,5%), a frequência escolar ficou estável em relação a 2022.
Dessa forma, o Brasil voltou a avançar no cumprimento de uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), no período de 2022 a 2023, que estabelece como objetivo a universalização da educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade e o atendimento de, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos até 2024.
Entre 2022 e 2023, no grupo das crianças de 0 a 3 e de 4 a 5 anos de idade, houve alterações nos principais motivos apresentados para não frequentar instituição de ensino. Cresceu o percentual de crianças de 0 a 5 anos de idade que não frequentava escola por opção dos pais ou responsáveis. Esse era o motivo mais frequente, passando a representar 60,7% para as crianças de 0 a 3 anos, e 47,4% para as crianças de 4 a 5 anos em 2023. No ano anterior, os índices nessas faixas etárias eram 57,1% e 39,8%, respectivamente.
Assim, os demais motivos tiveram queda nos seus percentuais, incluindo o daqueles que não iam à escola devido a falhas na oferta de educação básica, tais como: falta de vagas; falta de escolas; escola não aceita a criança em função da idade, distância excessiva ou insegurança da escola; e condições financeiras insuficientes dos pais ou responsáveis para manter a criança na escola, como falta de dinheiro para pagar mensalidade, transporte, material escolar etc.
“A principal diferença entre as duas faixas etárias, no que se refere aos principais motivos para não frequentar escola, está no elevado percentual relacionado à vontade dos pais em não colocar crianças de 0 a 3 anos na educação infantil, comparado com o mesmo motivo para as crianças de 4 e 5 anos. Isso faz com que o percentual atribuído à falta de vagas nas escolas para as crianças de 4 a 5 anos (20,2%), idade de frequência escolar obrigatória na educação básica, fique maior do que o mesmo percentual para a faixa de 0 a 3 anos (8,7%)”, observa Bruno. Em termos absolutos, 8,7% das crianças de 0 a 3 anos de idade que não frequentam escola totalizavam 598,2 mil crianças, enquanto 20,2% das crianças de 4 e 5 anos de idade que não frequentam escola representavam quase 89,3 mil crianças em 2023.
Os indicadores de adequação idade-etapa entre os anos de 2019 e 2023 mostraram que o Brasil não retornou aos patamares anteriores à pandemia de covid-19 para o grupo das crianças de 6 a 14 anos de idade no ensino fundamental, cuja taxa ajustada de frequência escolar líquida (TAFEL) caiu de 97,1% em 2019, para 95,2% em 2022, e 94,6% em 2023. A queda acumulada de 2,5 p.p. nesse indicador entre 2019 e 2023 impediu que o país cumprisse uma das metas do PNE, que estabelece uma TAFEL de 95% para o ensino fundamental.
No ensino médio, a TAFEL aumentou de 71,3% para 75,0%, fazendo com que a evasão escolar antes do término dessa etapa, entre os jovens de 15 a 17 anos de idade, caísse de 6,8% para 5,7%, entre 2019 e 2023. Entretanto, esse indicador permaneceu distante dos 85% até 2024, estabelecidos em outra meta do PNE, e sem variação significativa entre 2022 e 2023.
Para a população de 18 a 24 anos, no ensino superior, a TAFEL aumentou de 24,7% em 2019 para 25,9% em 2023. Porém, permaneceu igualmente aquém dos 33% almejados até 2024 por uma das metas do PNE e sem variação significativa de 2022 a 2023.
O Ministério da Educação (MEC) estuda usar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) como seleção unificada para contratar professores em escolas públicas de todo o país. A informação foi antecipada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, na última sexta-feira (1º). O anúncio oficial será este mês.
“Ainda vamos definir o formato dessa seleção, de uma seleção unificada. E uma das propostas é o uso do Enade para ser a prova de seleção das licenciaturas em todo o Brasil”, disse o ministro em coletiva de imprensa e cerimônia de encerramento da Reunião Global de Educação, em Fortaleza (CE).
O MEC fará uma prova única para ajudar estados e municípios a selecionar professores para escolas públicas de todo o país. A seleção unificada ficará disponível para estados e municípios que quiserem aderir a avaliação. Atualmente cada ente federado é responsável pelas seleções.
Apelidado de “Enem dos professores”, em referência ao Exame Nacional do Ensino Médio, a seleção fará parte de um pacote de ações para valorizar os professores brasileiros da educação básica. Entre as medidas está também um “Pé-de-Meia” para as licenciaturas, ou seja, bolsas para apoiar estudantes que ingressem na universidade para seguir a carreira docente.
“Vai ser por adesão, até porque eu tenho sido cobrado também de governadores e prefeitos da necessidade de padronizar essa seleção em todo o país. A ideia de fazer essa seleção será através da prova do Enade, com algumas mudanças da prova”, afirmou o ministro.
Aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Enade avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação. O exame é aplicado a cada três anos para diferentes cursos. A partir deste ano, as licenciaturas passam a ser avaliadas anualmente pelo exame.
Poderia ser o começo de um “Globo Repórter”: como vivem os alunos que não podem usar celular na escola? O que fazem? Como se relacionam? Você descobrirá as respostas ao longo desta reportagem, mas já adiantamos que:
As primeiras semanas após a proibição são “um pesadelo”, com “crises de abstinência” entre os jovens e choro de bebês que não aceitam nem comer, nem trocar a fralda sem a tela.
Em pouco tempo, a maioria consegue se adaptar e passa a prestar bem mais atenção às aulas. Os menores reaprendem a brincar, e os adolescentes trocam os chats de Whatsapp por esportes e por interações “à moda antiga”, cara a cara.
“É como a saída de um vício”, afirma Maristela Costa, professora de português da escola Alef Peretz (SP), onde, há sete meses, os celulares dos alunos começaram a ser diariamente “trancados” em pochetes magnéticas.
o Ministério da Educação (MEC) anunciou que, em outubro, lançará um projeto de lei para proibir o aparelho nos colégios do país. Embora, por enquanto, não haja uma determinação nacional, 28% das instituições de ensino urbanas e rurais já implementaram restrições rígidas em relação aos smartphones, segundo a pesquisa TIC Educação 2023, divulgada em agosto deste ano pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil.
Para prever como será o dia a dia dos estudantes caso o PL seja aprovado, o g1 visitou três escolas em que os estudantes não têm autorização de mexer no celular em sala de aula e durante o recreio.
No início do ano, em São Paulo, a escola judaica Alef Peretz optou por importar dos Estados Unidos um modelo de pochete magnética, que fica trancada por meio de uma peça semelhante aos alarmes usados em lojas de roupas. Só depois da última aula, um funcionário usa um “desmagnetizador” para abrir as bolsas.
“Ficamos revoltadíssimos com a chegada das bolsinhas. Não poder usar celular nem no recreio é um pouco extremo”, diz o aluno Leo Gerchfeld, do 2º ano do ensino médio.
Segundo o coordenador Antonio Arruda, foram necessárias três semanas para que os jovens conseguissem “sofrer menos”. “Alguns sentiram abstinência do celular na hora do intervalo. Eles ficavam perguntando: ‘o que vou ficar fazendo?’”, conta.
As manifestações de desespero deixaram marcas nas pochetes – houve tentativas de “arrombamento” que estragaram o fecho delas. Nesses casos, os estudantes responsáveis foram obrigados a pagar novamente a taxa de R$ 170 para adquirir uma nova bolsinha.
Ao g1, alunos do nono ano dessa escola judaica contaram que tentam usar o truque do “celular do ladrão”: colocam um aparelho antigo na pochete lacrada e deixam o “verdadeiro” escondido embaixo da mesa. Um dos meninos chegou até a tentar trancar uma caixa de baralho na bolsinha, fingindo que seria o celular. São jogadas de risco: quando flagrados, os adolescentes são suspensos.
E não pense que o problema do vício existe apenas entre os adolescentes. Na Escola Tarsila do Amaral (SP), que atende crianças da educação infantil e do ensino fundamental I, não é permitido nem passar pela porta de entrada com tablets ou smartphones. Entre os novos alunos, principalmente bebês, já foi necessário montar um sistema de “desmame” para que conseguissem se adaptar ao cotidiano sem telas.
“Nos primeiros dias de aula, descobrimos que determinada criança só aceita comer se estiver vendo vídeo. Sem isso, ela nem olha para o prato. Depois de conversarmos com a família, fazemos gradativamente uma transição. Oferecemos o vídeo só no comecinho e logo já substituímos por um brinquedo, como massinha. Até que tiramos tudo”, explica a coordenadora Patrícia Bignardi.
O objetivo é que o aluno aprenda que a refeição é um momento social gostoso, de conversa com os outros amiguinhos.
O uso de celulares em sala de aula já estava proibido nas escolas públicas municipais do Rio desde 2023. Em 2024, o decreto n° 53.918, do prefeito Eduardo Paes, endureceu a regra: os aparelhos foram banidos também na hora do intervalo. Só podem ser acessados em atividades pedagógicas específicas.
Para facilitar o controle, instituições de ensino como o GEO Martin Luther King, na Zona Norte da cidade, pedem que os alunos entreguem os celulares a um funcionário, que guarda tudo em uma caixa.
“Eu já vivi situações bem tristes, de você tentar impedir o uso do telefone e o aluno se comportar de uma maneira até meio assustadora”, afirma Aluisio Barreto da Silva, professor de história da rede municipal de ensino do Rio. "Um menino de 12 anos levantou, começou a chutar as cadeiras pela frente e saiu da sala.”
Um semestre após a proibição, 62% das escolas tiveram plena adesão à medida, e 38% enfrentaram dificuldades no processo de adaptação, informa a Secretaria Municipal de Educação.
Quando o g1 perguntou aos alunos da educação infantil e do fundamental I quem gostaria de levar o celular para a hora do recreio, as reações foram diversas: “Não! Não é coisa de criança! A gente adora brincar e ficar juntas”, gritou Clara Lemos, enquanto pulava sem parar ao lado das amigas. “Eu queria poder jogar [no celular]!!’, reclamou Lorenzo Varanelli, embora parecesse bem entretido ao montar um castelo de legos com outros meninos.
A impressão é que a Escola Tarsila do Amaral seria bem mais silenciosa se os smartphones fossem liberados. Mesmo as crianças que dizem sentir falta dos aparelhos estavam correndo, montando duelos de miniaturas de animais, cantando a música-tema da série que acompanham na TV ou pintando desenhos no jardim.
Renan Menezes, pai de Maria Carolina, de 6 anos, acredita que o fato de ninguém estar com o celular na escola seja um fator decisivo para que a menina brinque mais com as amigas.
“Em casa, ela fica com o nosso celular em poucos momentos, só para ver conteúdos de artesanato ou joguinhos infantis. A dificuldade é quando encontra outras crianças da mesma idade, que já têm seus próprios aparelhos, como o primo dela. Aí, começa a questionar: ‘por que ele tem e eu não tenho?’”, conta.
"Ela já falou que quer pedir para o Papai Noel um celular. Já expliquei que os duendes ainda não aprenderam a fazer", brinca.
Entre os adolescentes, a dinâmica do intervalo mudou totalmente depois da proibição dos smartphones. Ninguém mais consegue conversar com amigos de fora da escola pelo Whatsapp, postar stories no Instagram ou usar os aplicativos de jogos – mas as conversas "cara a cara" e a prática de esportes tornaram-se mais frequentes.
“Foi muito difícil de se acostumar. A gente vai pegar o celular, mas não está lá, sabe? É estranho. Não dá para pagar o lanche [usando o aparelho] nem falar com os nossos pais para combinar o horário de saída. Tudo precisa falar com a coordenação, para avisarem nossa família”, diz Clara Wroclawski, aluna do ensino médio na Alef Peretz.
Ela e as amigas contam que, sete meses após a implementação das bolsinhas, já estão mais adaptadas à restrição. "A gente passou a ficar mais juntas. Todo mundo está mais junto. Porque não tem muito o que fazer, né? Agora, acabo não sentindo mais tanta falta do celular”, diz Nina Herz, da mesma turma.
Já os meninos intensificaram o uso das quadras no recreio.
“[Nosso dia] Melhorou muito, estamos jogando mais futebol, conversando. Ficou mais produtivo e divertido, mesmo a gente não percebendo isso no começo e achando que ia ser infernal”, afirma o aluno Joseph Spuch, logo após a partida terminar.
Os próprios estudantes reconhecem que a medida de proibir os celulares teve reflexos diretos na aprendizagem.
“Para mim, meu mundo tinha acabado. Mas a proibição foi fundamental e essencial para que a gente pudesse evoluir. Hoje, eu leio muito mais. O telefone estava tirando a minha concentração”, conta Kamilly Luanni, de 13 anos, aluna da escola municipal Martin Luther King.
Pelas dezenas de relatos colhidos pelo g1, as “vilãs” das aulas eram as notificações no celular. Como continuar atento ao professor e ignorar uma mensagem?
“Quando [o aparelho] vibrava, a gente parava de prestar atenção na aula. Com o celular na caixa, dá para se concentrar melhor”, diz a estudante carioca Julia Abrahão, de 15 anos.
Em São Paulo, Joseph, do 2º ano do ensino médio, sentiu a mesma mudança. "Às vezes, tem aula em que você está muito cansado, não dormiu direito e quer mexer no celular porque é um passatempo, mas não dá. Aí, acaba prestando atenção na aula. É incômodo, porque é um vício, mas a proibição me ajudou muito na questão acadêmica."
Os estudantes ouvidos pelo g1 contam ainda que houve uma mudança de hábitos mesmo fora do colégio: eles passaram a usar o celular menos vezes em casa. No balanço geral, o tempo diário de uso de telas chegou a cair 4 horas em relação ao período antes da proibição.
Para auxiliar na preparação dos vestibulandos brasileiros, uma plataforma gratuita que utiliza Inteligência Artificial (IA) oferece correções detalhadas de redações.
Desenvolvida com o auxílio de professores corretores do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), a ferramenta avalia textos em poucos minutos, fornecendo uma nota e sugestões de melhorias. Chamada de Redação Descomplica, a ferramenta disponibiliza também apostas de temas e modelos de redações nota mil.
Após cadastro, qualquer estudante pode enviar uma redação para correção. O conteúdo pode ser enviado para a revisão em diferentes formatos: a partir de um documento em PDF, ao digitar o conteúdo na própria plataforma ou até mesmo por meio de uma imagem do conteúdo redigido no papel.
Além da validação do conteúdo e da nota correspondente à redação, o feedback inclui comentários detalhados e sugestões de melhoria, compostas a partir da cartilha de correção da banca de professores do Cebraspe (instituição especializada na realização de concursos públicos, avaliações, seleções, certificações e pesquisas).
Em dois meses, a plataforma já realizou a correção de mais de 30 mil redações, de 12 mil alunos. A expectativa é que até o dia 3 de novembro esse quantitativo aumente quatro vezes mais, chegando a mais de 150 mil redações avaliadas.
O diretor pedagógico da Descomplica, Rafael Cunha, acredita que a tendência de trazer temas socialmente relevantes, observada nos últimos anos, deve ser mantida para o Enem 2024.
Para a realização de uma boa prova, ele afirma que a preparação é fundamental. “Em primeiro lugar, é preciso ler e buscar bons exemplos de redações com notas altas e notas mil. Recomendo também a leitura de redações notas baixas, para entender o que não se deve fazer e, por último, praticar escrever o máximo de redações possíveis”, recomenda.
Informações de como aderir e ter acesso ao material digital – Curso Intensivo do Projeto HORA DO ENEM
ATENÇÃO: Este canal se destina exclusivamente a entidades públicas ou privadas, organizações sociais e ao setor educacional com o objetivo de fornecer informações sobre como aderir ao Projeto e obter as condições para acesso ao Curso Intensivo Digital que é disponibilizado à comunidade de forma complementar e de reforço ao programa Hora do Enem da TV Escola. Não atendemos a pessoas físicas e as formas de participação derivam de convênios ou acordos formalizados junto à ACERP.
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